Realidade aumentada

Cada vez mais empresas recorrem à tecnologia de realidade aumentada (RA) para exibir uma versão melhor de seus produtos.


“As tecnologias de realidade aumentada estão deixando de ser uma extensão do real para transformar-se em realidade”, diz o CEO da Saatchi & Saatchi, Kevin Roberts. A agência foi precursora no uso dessas aplicações em campanhas de marketing.

Toyota, General Mills, Coca-Cola, T-Mobile e até o zoológico de Wellington, na Nova Zelândia, são alguns de seus clientes que recorreram à realidade aumentada (RA) para enriquecer a experiência do consumidor com seus produtos.

logo toyotaBasicamente, as tecnologias de RA ampliam ou prolongam os elementos do ambiente agregando conteúdo adicional –som, vídeo, gráficos e dados geográficos– gerado por computador. Diferentemente da realidade virtual, que substitui o mundo real simulando-o, a realidade aumentada indica “melhorias” na percepção do entorno.

O aplicativo SkyView, por exemplo, transforma a câmera do iPhone em uma espécie de observatório espacial que acrescenta conteúdo em 3D à visão normal do céu. Com o aplicativo GoldRun, a cadeia de lojas de roupa H&M oferece às pessoas a possibilidade de tirar fotos das peças exibidas em suas vitrines, prová-las virtualmente e compartilhar os modelitos com seus amigos no Facebook.

logo adidasO fabricante suíço de relógios Tissot implementou uma iniciativa similar ao montar uma vitrine, em Londres, Inglaterra, na qual os transeuntes eram convidados a provar os modelos de sua última coleção: com um simples toque na tela-vitrine as pessoas podiam experimentar os relógios de luxo no próprio pulso. Graças a essa campanha, a Tissot aumentou suas vendas em lojas em 86%.

Outros experimentos mais avançados prometem mudar setores de atividade inteiros, como o sistema de RA Window to the World, criado pela Toyota e pelo Copenhagen Institute of Interaction Design, da Dinamarca. A tecnologia transforma as janelas dos carros em telas que proporcionam informação sobre o mundo exterior apenas com um toque.

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Motorista e passageiros podem fazer zoom com os dedos em quase qualquer elemento que vejam e até identificar sons longínquos. Espera-se que no futuro essas telas ofereçam também dados sobre as condições meteorológicas e do terreno.

A vida com legenda

Em 2015, segundo a empresa de pesquisa Juniper Research, os aplicativos de RA formarão um negócio de US$ 1,5 bilhão anuais. A base instalada de telefones inteligentes com capacidade de RA saltou de 8 milhões, em 2009, para mais de 100 milhões, no final de 2010.

Lojas varejistas, fornecedores de software e fabricantes de aparelhos portáteis estão investindo em novas pesquisas. No segundo semestre de 2011, a Qualcomm lançou um conjunto de aplicativos de RA para Android, a Samsung instalou navegadores de RA em vários de seus novos aparelhos móveis (celulares e tablets) e até a SAP levou as funções dessa tecnologia para seus pacotes de soft ware.

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Gigantes da indústria do consumo em massa, como a cervejaria Carlsberg, a Unilever, a Coca-Cola e a Nestlé, usam recursos de RA para vender mais. Governos e instituições públicas também não ficaram para trás.

O Museum of London criou um aplicativo para aparelhos móveis que mostra como era, há cem anos, a rua na qual o usuário está. O governo holandês instalou cartazes RA em Amsterdã e Roterdã para conscientizar os cidadãos sobre como reagir diante de atos de violência urbana, unindo a realidade da rua com imagens de um vídeo que simula uma briga entre várias pessoas envolvidas em um acidente de trânsito. A ideia também é despertar a opinião pública para a necessidade de denunciar a violência. “Isso é só o começo”, prevê Kevin Roberts.

Fontes: HSM Management