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Simbolismo histórico e religioso da nave

/nave simbolo historico religioso

O termo arquitetónico nave é originário do grego naos, referente ao espaço fechado de um templo, e do latim medieval navis. A nave é o termo referente à ala central de uma igreja ou catedral onde se reúnem os fiéis de modo a assistirem ao serviço religioso.

A nave evoca a ideia de força e de segurança numa travessia difícil. O símbolo é aplicável tanto à navegação espacial quanto à marítima.

A nave é como um astro que gira em torno de um centro, a terra, e dirigida pelo homem. É a imagem da vida, cujo centro e direção cabe ao homem escolher. No Egito, e depois, em Roma, existia uma festa do barco de bis, que se realizava em março, no início da primavera.

Um navio novo, coberto de inscrições sagradas, purificado com o fogo de um archote, provido de velas brancas e cheio de perfumes e de cestas, era lançado ao mar e abandonado aos ventos: viria a assegurar uma navegação favorável durante o restante do ano.

O barco de Ísis era o símbolo do sacrifício oferecido aos deuses, em vista da salvação e da proteção de todas as outras embarcações; representava a comunidade dos homens a bordo da mesma embarcação da nação ou do destino.

O navio fantasma, velha lenda nórdica na qual Wagner inspirou-separa uma ópera, simboliza a busca da fidelidade eterna no amor e o naufrágio desse ideal, que mostra não passar de um fantasma.

O Holandês errante pelos mares procura desesperadamente encontrar a mulher eternamente fiel; Senta, por sua vez, se exalta e, assumindo este mesmo ideal, jura fidelidade até a morte ao Holandês.

Mas, ao fazê-lo, é infiel ao seu noivo, Brik, sendo arrastada na mesma condenação que o Holandês, que ela queria salvar. Este entáo foge no seu barco, em meio a cantos sinistros; Senta o persegue, saltando de rocha em rocha, no mar, enquanto o barco afunda. Entretanto, os dois reaparecem à superfície das ondas apaziguadas, transfigurados e salvos por seu sacrifício.

A salvação não está no sonho ideal impossível, mas na corajosa aceitaçáo da realidade. O navio fantasma simboliza os sonhos, de inspiração nobre mas irrealizáveis, do ideal impossível.

O simbolismo da nave também pode ser comparado ao do vaso, enquanto receptáculo. Passa então a participar do sentido da matriz feminina, vista como portadora de vida. É o sentido de que se reveste, igualmente, enquanto vaso sanguíneo ou linfático, canal por onde circulam o sangue e o alimento, símbolo de vida.

Todos esses significados conjugam-se na nave, que é o espaço interior de uma grande construção. É melhor concebê-la, não como um imenso vazio, mas como o local onde a vida deve circular, a vida que vem das alturas, a vida espiritual. Se o centro de uma igreja é uma nave, não se deve apenas à sua forma de casco de navio invertido: ela simboliza a circulação da vida espiritual e o convite para a grande viagem.

 nave igreja projeto design

A nave situa-se, em regra, no eixo ocidental da igreja estendendo-se longitudinalmente do átrio da entrada principal a ocidente, nártex, ao coro, onde os clérigos tomariam o lugar durante as suas celebrações. A zona do santuário pode estar dividida da nave por um painel. No caso da igreja apresentar um transepto, eixo no sentido norte-sul que cruza a nave perpendicularmente antes do coro a este (formando uma planta em cruz), a nave estende-se até ao cruzeiro, o local de intersecção dos dois eixos. A ala dos braços do transepto também pode ser denominada de nave de cruzeiro.

A igreja pode ter somente uma ala, denominando-se o edifício, neste caso, de igreja salão, ou pode apresentar ainda uma nave principal flanqueada por outras duas alas mais estreitas que correm paralelas ao eixo central, as chamadas colaterais ou naves laterais. Estas alas apresentam-se separadas da nave central através de arcadas e, em edifícios maiores, as colaterais podem ainda apresentar aberturas para capelas. Durante o românico foi colocada acima das colaterais uma galeria para passagem, o trifório, aumentando verticalmente as paredes da nave. O clerestório, sequência de janelas, seria ainda adicionado ao limite superior dos dois níveis já existentes (colunas e trifório), apresentado a parede da nave, neste momento, uma divisão em três níveis. Estas janelas surgem acima do telhado das colaterais fornecendo luz ao interior do edifício e, principalmente, à nave central.

No momento alto do gótico a nave é o corpo central do templo e base à verticalidade monumental do interior. Os dois níveis superiores anteriormente referidos podem ser eliminados e substituídos por grandes janelas, vitrais, que rasgam a parede da nave deixando filtrar a luz através de um mosaico de cores para o seu interior.

Lista das naves (em igrejas) mais altas da Europa:

  • Beauvais 47m. (França)
  • Vaticano 46 m.
  • Milão 45 m. (Itália)
  • Florença 45 m. (Itália)
  • Barcelona 45 m. (Espanha)
  • Nápoles 45 m. (Itália)
  • Bologna 44.24 m. (Itália)
  • Palma 44 m. (Espanha)
  • Bucareste 44 m. (Romênia)
  • Basílica de Licheń 44 m. (Polônia)
  • Cologne 43 m. (Alemanha)

basilica aparecida nave simbolo

Nave em destaque no Brasil

Com 40 metros de altura da nave, está em décimo oitavo (18) lugar no ranking mundial o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, que é um templo religioso católico localizado no município brasileiro de Aparecida, no interior do estado de São Paulo. É o maior templo católico do Brasil e o segundo maior do mundo, menor apenas que a Basílica de São Pedro, no Vaticano. É o maior espaço religioso do país, com mais de 143 mil m² de área construída ao longo de todo o Santuário.

A estrutura foi solenemente consagrada em 4 de julho de 1980, pelo Papa João Paulo II, quando ele visitou o Brasil pela primeira vez. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) elevou a nova basílica a Santuário Nacional. Localiza-se no centro da cidade, tendo como acesso a "Passarela da Fé", que liga a basílica atual com a antiga, ambas visitadas pelos romeiros. Já recebeu a visita de três papas: João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

O santuário é visitado anualmente por aproximadamente 12 milhões de romeiros de todas as partes do Brasil. Em 2017, o santuário registrou 13 milhões de visitantes, o maior de sua história.

 

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Fonte: Livro Dicionário dos Símbolos, por Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, editora J.O.


Página atualizada na Agência EVEF em 05/04/2022 por Everton Ferretti