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O eterno como um símbolo

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A eternidade simboliza aquilo que é privado de limite na duração. Segundo Boécio, a eternidade é uma posse simultânea e perfeita de uma existência sem fim.

Retoma, dessa forma, as definições dos filósofos anteriores a ele. Assim, para Plotino, a eternidade é uma vida que persiste em sua identidade, sempre presente a ela mesma em sua totalidade.

Ao falar da eternidade, São Boaventura diria que a simplicidade e a invisibilidade, que são os mundos do centro, pertencem à eternidade.

Dante fará alusão ao ponto em que todos os tempos estão presentes. É um ato vital de uma intensidade infinita. A eternidade representa a infinidade do tempo independente de toda contingência limitativa: é a afirmação da existência na negação do tempo.

A Irlanda, que não possuía meio algum de tornar compreensível essa noção inacessível à inteligência humana — como tampouco o possuía qualquer outro povo — saiu-se da dificuldade justapondo simbolicamente o tempo humano — fixo, imutável, de uma regularidade cíclica, contra o qual o homem é impotente — e o tempo divino, de limites elásticos, no qual muitos séculos são como um ano, ou vice-versa.

Rompeu o ciclo pela adição de uma unidade. Um ano e um dia, um dia e uma noite tornaram-se, assim, símbolos da eternidade. Essa adição da unidade traduz a emergência das condições comuns de submissão ao tempo.

Há numerosas figuras consideradas evocadoras da eternidade; uma deusa a segurar a Lua e o Sol ou o cetro e a cornucópia, ou sentada em um globo rodeado de estrelas, ou usando um cinto feito de estrelas.

À eternidade associa-se geralmente uma ideia de beatitude. Por causa de sua longevidade legendária, o elefante, o cervo. a fênix e o dragão também simbolizam a eternidade: bem como, mas por causa de sua forma circular. a serpente enrolada em espiral, ou a serpente que morde a própria cauda (uróboro).

A eternidade é a ausência ou a solução de conflitos, o ultrapassamento de contradições, tanto no plano cósmico quanto no plano espiritual. É a perfeita integração do ser em seu princípio; é a intensidade absoluta e permanente da vida, que escapa a todas as vicissitudes das mutações e, particularmente, às vicissitudes do tempo.

Para o homem, o desejo de eternidade reflete sua luta incessante contra o tempo e, talvez ainda mais, sua luta por uma vida que, de tão intensa, possa triunfar para sempre sobre a morte. A eternidade não reside no imobilismo, nem tampouco no turbilhão: ela está na intensidade do ato.

 

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Friedrich Nietzsche e a filosofia do Eterno Retorno

O axioma do eterno retorno é um dos mais intrigantes e misteriosos da filosofia de Friedrich Nietzsche, ele é mencionado pela primeira vez na primeira versão do seu quarto livro, que possui o título: A Gaia ciência.

O eterno retorno é deferido como uma verdade alegre, ou seja, aquela que seria bem acolhida por alguém que ama a vida ao máximo. Essa ideia, realmente não é figurada em qualquer uma das obras publicadas de Nietzsche. Porém, em sua obra “A vontade de poder”, existe uma seção inteira, dedicada apenas ao eterno retorno. A partir disso, é evidente que Nietzsche começou a levar a sério a possibilidade de que essa doutrina fosse realmente verdadeira.

É importante ressaltar que o autor jamais insiste em sua verdade de forma literal em seus escritos publicados. Por outro lado, ele apresenta o Eterno retorno, como uma espécie de experiência de pensamentos, para testar a sua atitude perante a vida. O argumento básico para o eterno retorno é bastante simples, para Nietzsche, se a quantidade de matéria ou energia no universo é finita, então há um número finito de formas em que as coisas no espaço podem ser arranjadas.

A doutrina do eterno retorno é um “processo seletivo”, ou seja, um mecanismo de atribuição de valor. Essa ideia é uma forma de operar uma seleção, uma triagem dos instantes de vida que merecem ser vividos. Ou seja, uma separação dos instantes de vida de êxito para distante dos momentos de vida fracassados.

Assim sendo, qualquer um desses “estados” irá constituir o equilíbrio do universo, dessa maneira, seria o caso em que o universo deixaria de mudar, ou ainda, tal mudança seria constante. O tempo é infinito, tanto para frente quanto para trás. Portanto, caso o universo fosse entrar no Estado de equilíbrio, o teria feito. Uma vez que, em uma quantidade infinita de tempo, todas as possibilidades já haveriam ocorrido, desde que claramente ainda não atingiu o seu estado de estabilidade, o universo jamais irá alcançá-lo.

Portanto, de acordo com Nietzsche, o universo é dinâmico, infinitamente passando por uma sucessão de arranjos diferentes. Todavia, uma vez que exista um finito, embora o número de arranjo seja consideravelmente vasto, eles devem se repetir uma série de vezes, separados por vastas eras de tempo. Ademais, eles já devem ter surgido um número infinito de vezes no passado, e irão fazer novamente um número infinito de vezes no futuro.

A ideia de Nietzsche, é que cada pessoa, irá viver a sua vida novamente, de forma análoga a como está vivendo, em decorrência da finitude da energia do universo, em consonância a sua dinâmica e periodicidade.

É importante salientar que em nenhuma passagem Nietzsche afirma que essa doutrina do Eterno retorno é uma verdade literal, em vez disso, ele aborda que as pessoas devem considerar como uma possibilidade. O autor também pondera como as pessoas iriam reagir caso isso fosse verídico. Ele assume que a primeira reação seria um total desespero coletivo, pois a condição humana é trágica, a vida contém muito sofrimento, e o pensamento de que viver tudo isso de uma forma cíclica, parece ser algo terrível.

Por outro lado, o autor também pondera outras reações, supondo que alguém conseguisse acolher essa notícia e abraçá-la como algo que se deseja. De acordo com o autor, isso seria e expressão máxima de uma atitude de afirmação de vida, ou seja, querer essa vida com toda a dor, frustração e tédio outra vez. Esse pensamento se conecta com uma das passagens do quarto livro de “A Gaia ciência”, que é o de ser um “sim senhor”, um afirmador de vida e de amor fático – o amor ao destino – essa é também a forma como a ideia é apresentada.

O ser humano ser capaz de abraçar o Eterno retorno, seria então a expressão máxima do seu amor pela vida, e o seu desejo de permanecer fiel à terra. Talvez essa seria a resposta do Ubermensch – O super-homem de Nietzsche, que é antecipado como “O maior tipo de ser humano”. O interessante é que religiões com o cristianismo, que veem esse mundo como inferior a outro, e esta vida como uma mera preparação para uma vida melhor no paraíso.

O Eterno retorno de Nietzsche, portanto, oferece uma noção distinta de imortalidade. Há uma separação da vida fracassada e medíocre, frente a uma vida intensa e grandiosa. Nietzsche aborda que na vida há o que vale a pena ser vivido e o que merece perecer. É inexorável como essa doutrina faz com que o ser humano pondere sobre o que ele está fazendo e como está passando a sua vida.

A Lei de Lavoisier, aborda que nada se cria, nada se perde e tudo se transforma na natureza, e isso é similar ao que a teoria do eterno retorno defende, pois a vida seria cíclica, assim como o seu sofrimento e também as duas virtudes. Como já mencionado, o eterno retorno pode ser visto como algo ruim, ou uma prisão para os seres humanos. Ou ainda como uma forma de crescimento e novas visões sobre como os momentos da vida devem ser vividos ao máximo. A sua relação conflituosa com as religiões também torna essa doutrina uma das mais populares de Nietzsche.

Fontes bibliográficas:

ALMEIDA, Rogério Miranda de. Nietzsche e Freud: eterno retorno e compulsão à repetição.
MARTON, Scarlett. O eterno retorno do mesmo, “a concepção básica de Zaratustra”.
NIETZSCHE, F. W. A gaia ciência.
FORNAZARI, Sandro K. O esplendor do ser: a composição da filosofia da diferença em Gilles Deleuze (1952-68).

 

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Fonte: Livro Dicionário dos Símbolos, por Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, editora J.O.


Página atualizada na Agência EVEF em 05/04/2022 por Everton Ferretti