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Simbologia da cor roxa (ou violeta)

Cor da temperança, feita de uma proporção igual de vermelho e de azul, de lucidez e de ação refletida, de equilíbrio entre a terra e o céu, os sentidos e o espírito, a paixão e a inteligência, o amor e a sabedoria.

O arcano XIII do Tarô, chamado A Temperança, representa um anjo que segura dois vasos, um azul e o outro vermelho, entre os quais há uma troca de fluido incolor, a água vital.

O violeta, invisível nesta representação, é o resultado dessa troca perpétua entre o vermelho ctoniano da força impulsiva e o azul-celeste.

Van Rijnberk comenta essa carta nos seguintes termos: "Ela é geralmente considerada o símbolo da Alquimia. Parece-me que também pode indicar uma transfusão espiritual... A influência exercida de homem para homem pela sugestão, persuasão, influência hipnótica, dominação mesmeriana, mágica enfim... O dogma da transmigração das almas ou da Reencarnação parece expresso nesta carta de modo evidente. Basta lembrar que na Grécia clássica o ato de derramar de um vaso em outro é visto como sinônimo da metempsicose."

Observemos que a alquimia e, de um modo mais geral, a doutrina hermética se baseiam no esquema da troca perpétua entre o céu e a terra através do mecanismo da evolução — ou ascensão — seguido da involução — ou descida.

Em outras palavras, é o ciclo da renovação periódica, sendo a morte e a sublimação seguidas do renascimento ou da reencarnação.

O arcano XLIII do Tarô, "através do eterno jogo das energias da matéria, representa o eterno reinicio". Aprofundando essa interpretação, o violeta, no horizonte do círculo vital, situa-se do lado oposto ao Verde: ele significaria não a passagem primaveril da morte à vida, ou seja, a evolução, mas a passagem outonal da vida à morte, a involução.

Seria, portanto, de certa forma, a outra face do verde e como ele estaria ligado ao simbolismo da Goela, sendo o violeta a goela que engole e apaga a luz, enquanto o verde é a goela que rejeita e reacende a luz.

Assim, é compreensível que o violeta seja a cor do segredo: atrás dela realizar-se-á o invisível mistério da reencarnação ou, ao menos, da transformação. "Eis por que, nos monumentos simbólicos da Idade Média, Jesus Cristo veste uma túnica violeta durante a paixão", ou seja, quando ele assume completamente a sua encarnação, e que, no momento de realizar o seu sacrifício, esposa em si mesmo inteiramente o Homem, filho da terra, que irá redimir, com o Espírito celeste, imperecível, ao qual retornará.

É este mesmo simbolismo que cobre o coro das igrejas de violeta às Sextas-Feiras Santas. Pela mesma razão, inúmeros evangeliários, livros de salmos e breviários, anteriores ao Renascimento, são escritos com letras douradas sobre um perga-minho violeta: "o leitor tinha continuamente sob os olhos a revelação, representada pelo ouro, e a paixão de Nosso Senhor, representada pela cor violeta".

Uma consequência tardia deste simbolismo mortuário fez do violeta a cor do luto ou do semiluto em nossas sociedades ocidentais — o que evoca ainda mais precisamente a ideia, não da morte enquanto estado, mas da morte enquanto passagem. Isso não deixa de encontrar um eco no belo verso do soneto das vogais de Rimbaud: "Ó ômega, raio violeta dos teus olhos."

 

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A harmonia da cor violeta ou roxo

Embora o vermelho dinâmico e o azul quiescente não pudessem ser mais opostos em temperamento e mensagens, quando eles são misturados para formar outro tom, o roxo resultante pode ser bastante mágico. Tem sido chamada de cor do espetáculo e da sombra.

A parte vistosa é expressa quando o vermelho é o tom principal, enquanto o lado sombrio apresenta o tom azul. Como consequência, o roxo pode ter significados e efeitos distintos e é preciso uma habilidade especial para lidar com eles.

Inclinado para o lado vermelho, é percebido como mais quente, mais sensual, ativo, dinâmico, excitante e teatral. A maioria dos tons fúcsia compartilham essa mesma energia espirituosa e de alta potência.

Inclinando-se para o lado mais azul e frio, o roxo tem mais dignidade e serenidade do que os roxos vermelhos. É melhor ter uma “temperatura” dominante para que a mente não fique confusa ou conflitante quanto à mensagem.

Definida como “psicologicamente oscilante”, a família roxa tem seus defensores ardentes ou aqueles que são realmente avessos à cor. Variações de roxo e violeta (um sinônimo de roxo) não podem ser descritas em apenas algumas palavras - é uma família de cores muito diversificada e complexa. É exatamente essa complexidade que intriga e excita os criativos que cobiçam essa cor. Para um leigo, roxo pode ser assustador; para um profissional, é um desafio bem-vindo enfrentar o enigma inerente à sombra.

A história do roxo eleva esse tom a níveis elevados, pois era tão caro produzir que apenas os muito ricos ou aqueles de status real podiam se dar ao luxo de usar a cor.

Entendemos o significado de trabalho intensivo quando lemos que foi necessária a tinta de 250.000 pequenos caracóis para fazer uma onça do corante. Foi usado e reverenciado por magistrados romanos e governadores gregos. Significava majestade e soberania para os astecas e os incas.

Para os chineses era considerado um tom superior, no Japão representava nobreza e aristocracia. Eventualmente, no século 19, a tecnologia na forma de síntese química trouxe um roxo acessível para as pessoas.

Frank Lloyd Wright, o arquiteto brilhante com um ego imponente, usava capas roxas com grande afetação. A citação a seguir dá algumas dicas sobre sua escolha pessoal de cor: “No início da vida, tive que escolher entre a arrogância honesta e a humildade hipócrita. Escolhi a arrogância honesta e não vi ocasião para mudar.”

Há um ar de grandeza na cor, mas no simbolismo eclesiástico há um chamado mais nobre para uma autoridade superior presente na púrpura como representação de arrependimento, contrição e humildade. Nas versões médias a mais profundas ou acinzentadas, é uma cor mística, encantadora, inescrutável e misteriosa. Na lavanda ou malva mais clara, é considerada melancólica ou nostálgica.

Nos tons mais profundos de berinjela, articula grande sofisticação. De tirar o fôlego quando é salpicado contra o céu em um pôr do sol no deserto, visto em um magnífico leque de uma exibição de pavões, visto na magnificência de uma serra distante ao entardecer, o roxo intriga os olhos e fascina para sempre.

 

 

Fonte: Livro Dicionário dos Símbolos, por Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, editora J.O.


Página atualizada na Agência EVEF em 23/05/2022 por Everton Ferretti