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Simbolismo da viagem

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O simbolismo da viagem, particularmente rico, resume-se, no entanto, na busca da verdade, da paz, da imortalidade, da procura e da descoberta de um centro espiritual. Já consideramos anteriormente as Navegações, a travessia do Rio, a busca das Ilhas.

As viagens chinesas organizam-se seja em direção às Ilhas dos Imortais, paraísos orientais que correspondem ao estado edênico, seja ao monte K'uenluen, centro e eixo do mundo.

As ilhas são as de Ho-tcheu, a de Kuche, visitada por Yao e que corresponde ao centro primordial; as cinco grandes ilhas, principalmente, portanto, Penglai, para as quais rsinche huang-ti e depois Wu dos Han enviaram expedições que fracassaram: fracassaram porque, diz o Pao-p'u tse, faltava-lhes um guia espiritual; porque, ensina Li Chao-wong, Penglai só pode ser alcançada depois de uma preparação espiritual que permite subir ao Céu.

Viagens, também, de Hoan Chen-tai e da princesa Miao-chu à ilha da verdade, de K'iu-yuan à Cidade da Pureza, que é o centro original. Huang-ti tinha alcançado o monte Kong-tong — que é uma árvore, portanto, um símbolo axial, talvez o próprio K'uen-luen também.

O Imortal Tch'e-song tse, guia de K'ui-yuan, o alcançava facilmente. O imperador Mu dos tcheu também conseguiu, mas Tchang-lean, Tchang K'ien fracassaram: o centro do mundo tornara-se inacessível.

É que, na realidade, essas viagens só se realizam no interior do próprio ser. A viagem que é uma fuga de si mesmo nunca terá êxito.

Este centro inacessível também é simbolizado pelo Livro ou pela Taça. A sua busca produz as ricas aventuras do Graal ou do Si-yeu ki. Essas buscas, como sendo as do conhecimento, correspondem ainda às viagens de Eneias, de Ulisses, de Dante, de Christian Rosenkreuz ou de Nicolas Flamel, e à do Príncipe do Oriente nos Atos de Tomás.

As viagens são igualmente — mas não nos afastemos das noções precedentes — a série de provas preparatórias para a iniciação, encontradas nos mistérios gregos, na maçonaria e nas sociedades secretas chinesas.

A viagem enquanto progressão espiritual — que encontramos no budismo sob a forma de vias, veículos, travessias — exprime-se muitas vezes como um deslocamento ao longo do Eixo do mundo. É o caso da viagem de Dante.

O Profeta Maomé foi levado ao Céu no seu Miraj; a tradição chinesa conta o mesmo a respeito de Tchao Kien-tse e de K'i, filho de Yu-o-Grande. Se a busca da montanha central é uma progressão em direção ao eixo, a sua ascensão é o equivalente de uma elevação ao Céu.

Frequentemente, a travessia de Pontes tem o mesmo significado. A caminhada em direção ao centro também se expressa pela busca da Terra prometida e pela peregrinação.

Orígenes faz uso expresso da saída do Egito, da travessia do deserto e da travessia do Mar Vermelho para simbolizar as etapas da progressão espiritual.

O poço (Beur) de Jetro, perto do qual Moisés parou, é, na verdade, observa São Martinho, um centro espiritual secundário.

Viagens são igualmente o Relato do Pássaro de Avicena, o Relato do exílio ocidental e a Epístola das Torres de Sohrawardi d'Alep.

Neles não fica explicado que a busca é a da pátria original e não de alguma pátria terrena? Al salik, o Viajante, é um título atribuído por certas confrarias muçulmanas. "Mas quem é o Salik?", interroga Shabestari: "aquele que volta a face para o Dai (para o Profeta). Viaja em ti mesmo", acrescenta ele.

E é em si mesmo que se alcança a Grande Paz (Tai-ping) dos chineses, a Tranquilidade dos hindus, a Cidade da Verdade de Santo Isaac de Nínive, e por fim, o Graal também.

A viagem simbólica é frequentemente realizada post-mortem. Os casos mais conhecidos são os dos Livros dos mortos, egípcio e tibetano. Mas encontramos o mesmo tema em muitas outras regiões, por exemplo, entre os tais negros do Vietnã do Norte e entre os maias da América Central.

Aqui, mais uma vez, trata-se evidentemente de uma progressão da alma em estados que prolongam os da manifestação humana, o objetivo supra-humano ainda não tendo sido alcançado.

A literatura universal oferece-nos múltiplos exemplos de viagens que, sem terem o alcance dos símbolos tradicionais, são significativas em diferentes graus — mesmo que sejam apenas satíricos e moralistas —, mas que ainda assim são buscas da verdade.

Citaremos o Pantagruel de Rabelais, As viagens de Guliver de Swift, assim como inúmeras obras da literatura japonesa, como o Utsubo monogatari ou o Wasobyoe.

De um ponto de vista claramente diverso dos anteriores, a longa, longa viagem, a longa, longa corrida é, segundo o Digha nikaya, a cadeia causal ininterrupta à qual nos condenamos por não termos nos despertado para as quatro nobres Verdades do ensinamento búdico.

Nos sonhos e nas lendas, a viagem sob a terra significa a penetração no domínio esotérico; a viagem no espaço aéreo e celeste, o acesso ao domínio do esoterismo. Nas duas encostas de uma montanha, significa o esforço durante a subida, o descanso durante a descida.

A viagem exprime um desejo profundo de mudança interior, uma necessidade de experiências novas, mais do que de um deslocamento físico. Segundo Jung, indica uma insatisfação que leva à busca e à descoberta de novos horizontes.

Essa aspiração à viagem será a busca da Mãe perdida, como pensa Jung? Cirlot observa com justeza que pode igualmente ser a fuga da Mãe. De fato, lembremos o aspecto duplo desse termo, generoso e possessivo.

A viagem ao inferno representa uma descida às origens, como no sexto canto da Eneida, ou uma descida ao inconsciente, de acordo com as interpretações modernas. Nos dois casos, não é possível detectar uma necessidade de justificação?

Os romanos procuravam títulos de nobreza entre os heróis antigos, o homem moderno procura causas que expliquem o seu comportamento.

A viagem aos infernos parece ser geralmente sentida mais como uma autodefesa, uma autojustificação, do que uma autopunição.

Outras viagens, como as de Ulisses, de Hércules, de Menelau, de Salaad e de tantos outros, são interpretadas como buscas de ordem psíquica e mística.

Em todas as literaturas, a viagem simboliza, portanto, uma aventura e uma procura, quer se trate de um tesouro ou de um simples conhecimento, concreto ou espiritual. Mas essa procura, no fundo, não passa de uma busca, e na maioria dos casos, uma fuga de si mesmo. "Os verdadeiros viajantes são aqueles que partem por partir", diz Baudelaire.

Eternamente insatisfeitos, sonham com o desconhecido mais ou menos inacessível:
Aqueles cujos desejos têm a forma de nuvens E que sonham, como o recruta com o canhão, com vastas volúpias, mutantes, desconhecidas, Das quais o espírito humano jamais soube o nome. Mas eles jamais encontram aquilo de que quiseram fugir: eles próprios.

Amargo saber, o que nos dá a viagem! O mundo, hoje monótono e pequeno Ontem, amanhã, sempre, nos faz ver a nossa imagem: Um oásis de horror num deserto de tédio!

Neste sentido, a viagem torna-se o signo e o símbolo de uma perpétua recusa de si mesmo, da diversão da qual falava Pascal, e seria preciso concluir que a única viagem válida é a que o homem faz ao interior de si mesmo.

 

Fonte: Livro Dicionário dos Símbolos, por Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, editora J.O.

 

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Página atualizada na Agência EVEF em 17/03/2022 por Everton Ferretti