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A história do macarrão no Brasil está diretamente ligada à imigração italiana e ao desenvolvimento da indústria alimentícia no país. Embora as massas tenham origem muito mais antiga no mundo, chegando a milênios atrás em civilizações que já misturavam farinha e água para criar alimentos cozidos, foi a tradição italiana que consolidou o formato e a cultura culinária que hoje associamos ao macarrão. 

No Brasil, o macarrão chegou principalmente com os imigrantes italianos a partir do século XIX. Ao se estabelecerem em regiões como São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, esses imigrantes trouxeram consigo receitas familiares e o hábito de preparar massas em casa. Inicialmente, a produção era artesanal: famílias fabricavam macarrão manualmente, utilizando prensas simples e vendendo o produto em pequenas quantidades. Com o crescimento das colônias italianas e da demanda por esse alimento, começaram a surgir moinhos de trigo e as primeiras fábricas de massas no país. 

Entre as primeiras iniciativas industriais registradas no Brasil está o negócio criado em 1878 por Ludovico Dal Porto e Francisco Casini, que já produzia cerca de 500 quilos de macarrão por dia. Poucos anos depois, em 1881, outra empresa instalada em Campinas utilizava maquinário completo para a fabricação de massas. Na década de 1880 também surgiram fábricas em cidades como Curitiba e São Paulo, mostrando que a indústria se expandia rapidamente acompanhando o crescimento urbano e a presença de comunidades italianas.

Um exemplo emblemático desse período é a história do imigrante Giuseppe Todeschini, que chegou ao Brasil na década de 1870 vindo de Verona. Em Curitiba, ele produzia macarrão artesanal usando uma prensa manual e vendia o produto de porta em porta. Na época, muitos brasileiros ainda não estavam familiarizados com o prato, mas a popularização foi gradual, acompanhando o aumento da imigração europeia e a expansão das cidades.

Ao longo do século XX, a fabricação de macarrão tornou-se cada vez mais industrializada. Novas marcas surgiram em várias regiões do país, acompanhando a modernização da produção de alimentos. Entre elas estão empresas que se tornariam muito conhecidas no mercado brasileiro, como Adria (fundada em 1951), Santa Amália (1954), Petybon, Pilar e outras indústrias que ajudaram a transformar o macarrão em um produto amplamente disponível nos supermercados. Nas décadas seguintes surgiram ainda novas fabricantes e linhas de produtos, ampliando a variedade de formatos e tipos de massa consumidos no país.

Com o tempo, o macarrão deixou de ser apenas um prato típico das comunidades italianas e passou a fazer parte do cotidiano de todo o país. A tradicional macarronada de domingo, geralmente servida com molho de tomate e carne, tornou-se um dos símbolos da culinária familiar brasileira. Hoje o Brasil está entre os maiores consumidores de massas do mundo, ficando atrás apenas de países como Itália e Estados Unidos. 

Ao ser incorporado à cultura alimentar brasileira, o macarrão também deu origem a adaptações criativas. Uma delas é a macarronese, uma salada fria feita com macarrão, maionese e diversos ingredientes como legumes, presunto, milho ou ervilha. Esse prato tornou-se muito popular em festas, churrascos e ceias de fim de ano, mostrando como o ingrediente foi reinterpretado de acordo com os hábitos locais. Embora receitas semelhantes existam em outros países, no Brasil a macarronese ganhou identidade própria e tornou-se um clássico doméstico.

Outras adaptações também fazem parte da cultura culinária brasileira: o macarrão servido com molhos mais simples, com queijo ralado, ou incorporado a pratos de forno e saladas. Em muitas casas, especialmente nas regiões com forte presença italiana, ainda se preserva o costume de preparar massas caseiras, tradição transmitida entre gerações.

Assim, a história do macarrão no Brasil é resultado de uma combinação entre imigração, industrialização e criatividade culinária. O alimento que chegou com imigrantes europeus no século XIX transformou-se em um dos pratos mais populares do país, presente tanto na cozinha familiar quanto na indústria alimentícia. Ao longo do tempo, os brasileiros não apenas adotaram o macarrão, mas também o reinventaram, criando receitas próprias e incorporando o prato definitivamente à identidade gastronômica nacional.


Grandes marcas de massas e macarrão no Brasil

Confira as maiores fabricantes de massas (e produtos de trigo) no Brasil, considerando tanto participação de mercado quanto reconhecimento e presença nacional (incluindo marcas nacionais e grandes operações com produção/representação no país). Os principais dados de participação de mercado mostram as líderes nacionais e outras empresas relevantes no setor de massas alimentícias no Brasil. 

  • M. Dias Branco S.A., dona de marcas como Adria, Vitarella, Basilar, Piraquê e outras, líder do mercado brasileiro de massas.
  • J. Macêdo S/A, importante produtor brasileiro com marcas de massas, farinhas e misturas.
  • Pastifício Selmi S.A., tradicional fabricante de massas no Brasil e segunda maior do setor.
  • Santa Amália (incluída entre marcas com presença relevante no mercado brasileiro).
  • Vilma Alimentos, com participação significativa no segmento de massas.
  • Barilla (empresa italiana com forte presença de vendas e distribuição no Brasil).
  • Tondo / Orquídea (fabricante tradicional de massas e farinhas com operação no Brasil).
  • Nissin Foods (atua no Brasil com macarrão instantâneo e outros produtos da categoria).
  • Cola Foods (citado entre fornecedores e fabricantes crescentes no mercado brasileiro).
  • Indústrias Alimentícias Liane LTDA, empresa com portfólio de massas que vem se destacando no mercado.

Observação: o setor de massas no Brasil é amplo e inclui tanto grandes grupos com marcas distribuídas em todo o país quanto fabricantes regionais e nichos que têm presença mais local ou específica. A lista acima prioriza empresas com maior participação de mercado, distribuição e reconhecimento geral no segmento de massas alimentícias no país.


A M. Dias Branco S.A. é uma das maiores empresas de alimentos do Brasil, com forte atuação nos segmentos de massas, biscoitos e farinhas. A companhia foi fundada em 1953, em Fortaleza, no Ceará, por Manuel Dias Branco. O negócio começou como um pequeno moinho de trigo, chamado inicialmente de Moinho Fortaleza, voltado à produção de farinha. Com o crescimento da demanda e a verticalização da cadeia produtiva, a empresa passou a fabricar massas e biscoitos, expandindo-se gradualmente para outros estados do Nordeste e, posteriormente, para todo o território nacional.

Ao longo das décadas de 1990 e 2000, a empresa adotou uma estratégia agressiva de aquisições, incorporando marcas tradicionais em diversas regiões do país. Esse movimento consolidou a companhia como líder nacional em massas e biscoitos. Hoje, possui diversas unidades industriais distribuídas pelo Brasil e capital aberto na B3.

O nome fantasia M. Dias Branco deriva diretamente do nome de seu fundador, Manuel Dias Branco. A adoção das iniciais e do sobrenome como marca corporativa segue uma tradição comum em empresas familiares brasileiras, especialmente na indústria alimentícia do século XX, em que o nome do fundador representava reputação, confiança e responsabilidade direta pelo produto. Com o crescimento do grupo, o nome passou a designar a holding que controla múltiplas marcas.

Entre as marcas de macarrão mais conhecidas produzidas pela empresa estão:
  • Adria
  • Vitarella
  • Piraquê
  • Basilar
  • Isabela
  • Fortaleza

A origem conceitual desses nomes varia conforme a história de cada marca, especialmente porque muitas foram adquiridas e não criadas originalmente pela M. Dias Branco.

Adria tem origem italiana e foi criada para remeter à tradição europeia das massas, evocando o Mar Adriático e a culinária italiana, reforçando percepção de qualidade e autenticidade.

Vitarella surgiu no Nordeste e combina a ideia de vitalidade com sonoridade leve e popular. O nome sugere alimento do dia a dia, com energia e proximidade do consumidor regional.

Piraquê tem origem indígena, palavra associada a peixe em tupi, e nasceu no Rio de Janeiro. A marca sempre teve identidade ligada a tradição e brasilidade, embora seja mais conhecida por biscoitos, também atua em massas.

Basilar deriva do termo “base” ou “fundamental”, sugerindo produto essencial, pilar da alimentação cotidiana. O nome comunica simplicidade e função básica da massa na refeição.

Isabela tem perfil mais afetivo e tradicional, utilizando nome fantasia próprio feminino para transmitir proximidade, familiaridade e confiança, estratégia comum em marcas alimentícias brasileiras.

Fortaleza remete diretamente à cidade de origem da empresa, reforçando identidade regional e tradição industrial cearense. O nome também carrega significado simbólico de força e solidez.

Em termos estratégicos, o portfólio da M. Dias Branco é estruturado para atender diferentes faixas de preço e perfis de consumidor. Algumas marcas são posicionadas como mais premium, com apelo à tradição italiana, enquanto outras focam em valor e grande volume. Essa segmentação permite ampla cobertura de mercado e consolida a liderança da companhia no setor de massas no Brasil.


A J. Macêdo S/A é uma empresa brasileira com quase um século de história. Foi fundada em 9 de setembro de 1939 por José Dias de Macêdo, no município de Fortaleza, no estado do Ceará, quando ele começou a atuar como representante comercial vendendo produtos variados em toda a região do Nordeste do Brasil. A empresa evoluiu de uma representação comercial para a entrada no ramo alimentício com a inauguração do Moinho Fortaleza em 1955, passando a produzir farinha de trigo e ampliando progressivamente suas operações para moinhos adicionais, fábricas de massas, misturas para bolo, sobremesas e biscoitos ao longo das décadas seguintes. A J. Macêdo consolidou-se como líder nacional no segmento de farinhas de trigo domésticas e misturas para bolos e é uma das maiores fabricantes de massas alimentícias do Brasil, com presença em todo o território nacional e várias unidades industriais e centros de distribuição. 

O nome fantasia J. Macêdo vem do nome de seu fundador, José Dias de Macêdo. A empresa começou com sua atividade sob esse nome e manteve a identificação pessoal de seu idealizador ao longo de seu crescimento, o que é comum em negócios familiares que passam a adotar o nome do fundador como marca corporativa reconhecida.

Entre os nomes de marcas de macarrão e massas produzidas e comercializadas pela J. Macêdo estão:

  • Dona Benta
  • Petybon
  • Brandini
  • Boa Sorte
  • Madremassas
  • Favorita
  • Familiar
  • Paraíba
  • além de variações regionais e complementares de produtos de massas sob essas e outras marcas associadas ao grupo.

A origem dos conceitos dos nomes dos produtos geralmente remete a estratégias de branding e identidade para diferentes públicos e perfis de mercado.

A marca Dona Benta, por exemplo, foi criada como um nome único e forte para substituir diversas marcas regionais na linha de farinha e posteriormente aplicada também a massas, com a ideia de transmitir tradição, confiança e familiaridade no lar, ligando-se à figura tradicional de uma “Dona de casa” cuidadosa e competente.

Marcas como Petybon têm uma história própria anterior à J. Macêdo, sendo incorporadas pela empresa e mantidas como linhas de produtos reconhecidas no mercado; Petybon é posicionada como uma linha completa de massas com qualidade e diversidade de formatos. O nome Petybon deriva diretamente do sobrenome da família fundadora. Trata-se, portanto, de um patronímico, estratégia comum na indústria alimentícia da época, em que o sobrenome funcionava como selo de qualidade e garantia de procedência. O uso do nome familiar transmitia confiança, tradição e responsabilidade sobre o produto. Do ponto de vista conceitual, Petybon não foi criado como um nome descritivo ou simbólico, mas sim como uma marca baseada em herança familiar, prática comum entre indústrias fundadas por imigrantes europeus no Brasil no final do século XIX e início do século XX.

A marca Brandini, por sua vez, surgiu de um nome próprio histórico ligado a uma fábrica adquirida pela J. Macêdo e é usada para representar uma linha com identidade própria no segmento de massas e biscoitos. O nome fantasia “Brandini” é, portanto, um patronímico, derivado diretamente do sobrenome da família. O sufixo “ini” é bastante comum em sobrenomes italianos e, linguisticamente, pode ter função diminutiva ou indicar pertencimento familiar. No contexto de marca, ele reforça a identidade italiana, elemento estratégico importante no segmento de massas, já que o produto está culturalmente associado à Itália e à tradição culinária daquele país.

Outras marcas como Boa Sorte e Favorita evocam conceitos de nome fantasia positivos ou de preferência cotidiana, criando uma associação de boa experiência ou escolha preferida para o consumidor.


A Pastifício Selmi S.A. é uma das mais tradicionais fabricantes de massas do Brasil. A empresa foi fundada em 1887, na cidade de Campinas, interior de São Paulo, por imigrantes italianos da família Selmi. Inicialmente, tratava-se de uma produção artesanal de massas, refletindo a forte influência da imigração italiana no interior paulista no final do século XIX. Ao longo do século XX, a empresa passou por processos de modernização industrial, ampliou sua capacidade produtiva e expandiu sua distribuição para todo o território nacional, tornando-se uma das líderes do setor de massas e biscoitos no Brasil.

O nome fantasia Selmi deriva diretamente do sobrenome da família fundadora. Já o termo Pastifício vem do italiano pastificio, que significa fábrica de massas. A escolha desse nome reforça a origem italiana da empresa e sua especialização na produção de macarrão. Portanto, a denominação Pastifício Selmi S.A. carrega tanto a identidade familiar quanto a herança cultural ligada à tradição italiana de produção de massas. Entre as marcas de macarrão mais conhecidas produzidas pela empresa estão Renata, Galo e Todeschini.

A marca Renata é atualmente a principal da companhia no segmento de massas. O nome Renata foi escolhido por sua sonoridade suave e feminina, transmitindo uma ideia de cuidado, tradição familiar e proximidade com o consumidor. A estratégia de branding buscou associar o produto a qualidade, confiança e presença constante na mesa das famílias brasileiras.

A marca Galo é uma das mais antigas do portfólio e também uma das mais tradicionais do mercado brasileiro. O galo é um símbolo fortemente associado ao amanhecer, à tradição rural e à ideia de alimento cotidiano. O conceito do nome e do símbolo visual remete à mesa simples, ao interior e à comida feita em casa, reforçando atributos como tradição, robustez e popularidade. Isso ajudou a consolidar a marca em um posicionamento mais acessível e amplamente distribuído.

Já a marca Todeschini tem origem em outra família de imigrantes italianos e foi incorporada ao portfólio da Selmi ao longo do processo de expansão da empresa. O nome mantém o sobrenome original, preservando o capital simbólico de tradição e autenticidade italiana. O conceito associado à marca enfatiza qualidade superior e herança europeia, dialogando com consumidores que valorizam origem e tradição na categoria de massas.

De modo geral, os conceitos por trás dos nomes das marcas da Pastifício Selmi S.A. combinam três elementos centrais: herança italiana, tradição familiar e identidade popular brasileira. Essa combinação permitiu à empresa ocupar diferentes faixas de mercado, mantendo coerência com sua origem histórica e fortalecendo sua presença como uma das maiores fabricantes de massas do país.

Galo e Gallo - uma antiga confusão de nomes de marca

A marca de massas Galo é uma das marcas de massas mais tradicionais e lembradas do Brasil, produzida pela empresa Pastifício Selmi S.A. desde o final do século XIX. A origem da marca remonta à sociedade que o fundador Adolpho Selmi, imigrante italiano, formou com Hugo Gallo, outro imigrante, ainda nos primeiros anos da operação da fábrica de Campinas. O nome da marca de massas inicialmente era Gallo em italiano devido ao sobrenome do sócio e acabou se consolidando como Galo no Brasil ao longo do tempo. 

A linha de produtos da marca Galo vai além dos tradicionais cortes de macarrão de trigo. Além das massas mais consumidas como espaguete, parafuso, fettuccine, concha, alfabeto e outros formatos, a marca também foi estendida a alguns itens de biscoitos ou rosquinhas sob o mesmo nome ou sublinhas específicas no passado, como mostrado em catálogos de produtos.

No entanto, a marca Galo de massas não tem nenhuma relação comercial ou de propriedade com a marca Gallo de azeites, que é uma marca portuguesa centenária registrada em 1919 e focada em azeites de oliva, vinagres e condimentos. A semelhança de nomes entre Galo (macarrão brasileiro da Selmi) e Gallo (azeite português) é apenas coincidência fonética; ambas as marcas operam em segmentos alimentares distintos e pertencem a empresas diferentes.

A marca de azeites Gallo tem origem em Abrantes, Portugal, e seu nome fantasia deriva da inspiração do fundador Victor Guedes ao ouvir um galo cantar ao amanhecer, o que simboliza o início de um novo dia e guarda relação com a tradição mediterrânea do azeite. 


A Santa Amália alimentos é uma tradicional fabricante brasileira de massas e biscoitos fundada em 1938, em Machado, no sul de Minas Gerais. A empresa nasceu como um empreendimento familiar ligado inicialmente à atividade de moinho de trigo. Com o tempo, passou a produzir massas alimentícias e expandiu sua atuação para outros derivados de trigo. Ao longo das décadas, consolidou-se como uma marca forte principalmente em Minas Gerais e em outros estados do Sudeste. Em 2007, a empresa foi adquirida pelo grupo M. Dias Branco, um dos maiores conglomerados do setor de alimentos do Brasil, o que ampliou ainda mais sua distribuição nacional.

O nome fantasia Santa Amália tem origem religiosa e segue uma tradição bastante comum em empresas brasileiras fundadas no início do século XX: a escolha de nomes de santos ou referências cristãs como forma de transmitir valores como proteção, confiança, tradição e moral familiar. Amália é um nome próprio feminino de origem germânica, associado ao significado de trabalho e diligência. A inclusão do termo Santa reforça a ideia de pureza, cuidado e proteção, atributos que dialogam com o posicionamento de marca voltado à mesa da família e ao alimento cotidiano.

A principal marca de macarrão da empresa é a própria Santa Amália, que funciona como marca guarda-chuva. Dentro dela, os produtos são organizados por linhas como massas com ovos, massas sêmola, integrais e cortes especiais. Diferentemente de grupos que operam com múltiplas marcas independentes, a estratégia da Santa Amália sempre foi fortalecer o nome principal como referência de qualidade regional.

Os conceitos por trás da marca e de suas linhas de produtos estão fortemente ligados à tradição, à culinária caseira e à herança italiana adaptada ao contexto mineiro. A comunicação historicamente enfatizou valores como família, receitas caseiras, almoço de domingo e simplicidade. O nome religioso ajudou a construir uma percepção de confiança e proximidade emocional com o consumidor, especialmente em mercados regionais onde esse tipo de simbologia cultural tem forte apelo.

De forma geral, a construção conceitual da Santa Amália combina três pilares: tradição familiar, influência da imigração europeia na cultura das massas e valores cristãos associados à confiabilidade e ao cuidado. Essa base simbólica contribuiu para que a marca permanecesse relevante por décadas e mantivesse forte reconhecimento mesmo após sua incorporação a um grande grupo industrial.


A Vilma Alimentos é uma indústria brasileira fundada em 1925, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A empresa nasceu como um moinho de trigo criado pelo imigrante italiano Domingos Costa, inicialmente voltado à produção de farinha. Com o crescimento do consumo de derivados de trigo no Brasil ao longo do século XX, o negócio expandiu sua atuação para massas alimentícias e, posteriormente, para biscoitos e outros produtos. Ao longo das décadas, a companhia consolidou-se como uma das principais fabricantes do setor em Minas Gerais e ampliou sua distribuição para outras regiões do país, mantendo perfil de empresa de capital nacional.

O nome fantasia Vilma tem origem familiar. Trata-se do nome de uma integrante da família dos fundadores, adotado como marca comercial. O uso de nomes próprios femininos como marca foi uma estratégia comum na indústria alimentícia brasileira do século XX, pois transmitia proximidade, cuidado doméstico e associação com a figura materna, reforçando o vínculo com a alimentação cotidiana da família. O nome é curto, sonoro e de fácil memorização, características importantes para posicionamento em gôndola e comunicação publicitária.

A principal marca de macarrão da empresa é a própria Vilma, utilizada como marca guarda-chuva para diferentes linhas de massas. Entre as linhas mais conhecidas estão as massas com ovos, as massas de sêmola, versões integrais e linhas especiais voltadas para diferentes tipos de preparo. Ao longo do tempo, a empresa também estruturou submarcas e segmentações internas para diferenciar categorias de preço e posicionamento, mas o nome Vilma permanece como o principal ativo de marca no segmento de massas.

O conceito por trás da marca Vilma está associado à tradição, à comida caseira e ao ambiente familiar. Diferentemente de marcas que enfatizam fortemente a herança italiana no nome, Vilma opta por um posicionamento mais afetivo e doméstico. O uso de um nome feminino próprio cria identificação emocional e sugere cuidado no preparo, como se o alimento tivesse origem na cozinha de casa. Essa estratégia reforça atributos como confiança, proximidade e constância no consumo diário.

De modo geral, a construção conceitual das marcas de massas da Vilma Alimentos combina três elementos centrais: tradição industrial ligada ao moinho de trigo, identidade mineira e apelo familiar. A empresa construiu sua reputação com base na qualidade percebida e na forte presença regional, consolidando-se como uma das fabricantes relevantes no mercado brasileiro de massas.


A Barilla é uma fabricante italiana de massas fundada em 1877 na cidade de Parma, na Itália, por Pietro Barilla. A empresa começou como uma pequena padaria que produzia pão e massas frescas. No início do século XX, com a industrialização e o avanço das técnicas de secagem e empacotamento, a companhia passou a se especializar em massas secas, ampliando gradualmente sua produção. Ao longo das décadas, a Barilla tornou-se a maior produtora de massas do mundo e uma das marcas alimentícias italianas mais reconhecidas internacionalmente. Atualmente, é um grupo global que atua em dezenas de países e também produz molhos, produtos de panificação e outros alimentos à base de trigo.

O nome fantasia Barilla deriva diretamente do sobrenome da família fundadora. Trata-se, portanto, de um patronímico, como ocorre com muitas empresas europeias do século XIX. O uso do sobrenome reforça tradição, continuidade familiar e autenticidade. Ao manter o nome original ao longo de mais de um século, a empresa consolidou a marca como sinônimo de massa italiana de qualidade, associando-a à herança gastronômica de Parma e da culinária italiana como um todo.

Entre as marcas de macarrão mais conhecidas do grupo está a própria Barilla, que funciona como marca principal global. Dentro dela existem diferentes linhas, como Barilla Classica, Barilla Integrale, Barilla Collezione e linhas específicas para mercados internacionais. O grupo também detém outras marcas em diferentes países, mas a marca Barilla é a mais emblemática no segmento de massas.

No caso de linhas de produtos alimentícios como Collezione, o conceito remete à ideia de coleção especial, enfatizando cortes regionais italianos mais sofisticados ou tradicionais. Já termos como Integrale indicam o uso de farinha integral, destacando o atributo nutricional. A empresa utiliza a própria língua italiana como elemento central de posicionamento, reforçando autenticidade e vínculo cultural com a Itália.

De maneira geral, os conceitos por trás dos nomes da Barilla combinam três pilares: herança familiar expressa no sobrenome, valorização da tradição culinária italiana por meio dos nomes originais dos formatos de massa e comunicação de qualidade associada à origem geográfica em Parma. Essa estratégia consolidou a marca como referência global em massas de trigo.

Barilla com Ovos, uma exclusividade brasileira

A linha de massas Barilla com Ovos não é um padrão global da empresa. Na Itália e na maior parte da Europa, a Barilla tradicionalmente produz massas secas feitas apenas com sêmola de trigo duro e água, seguindo o padrão clássico italiano. Massas secas com ovos existem na tradição italiana, mas normalmente são associadas a categorias específicas, como tagliatelle ou massas frescas regionais, e não à linha principal seca padrão.

No Brasil, existe sim a comercialização de versões de massa Barilla com ovos. Isso ocorre porque a empresa adapta parte do portfólio às preferências do mercado local. No Brasil, o consumo de macarrão com ovos é culturalmente muito forte, diferentemente da Itália, onde a sêmola pura domina o mercado de massas secas.

A massa com ovos da Barilla vendida no Brasil é produzida localmente por meio de parcerias de fabricação com empresas brasileiras, e não exclusivamente por importação da Itália. Segundo informações de certificação relacionadas à produção das massas com ovos da Barilla no país, as empresas que atuam como parceiras industriais incluem a Menegon Alimentos e o Pastifício Selmi, que fabricam produtos da marca Barilla sob contrato. Essas parcerias são utilizadas para facilitar a produção e distribuição em diferentes regiões do Brasil e manter volumes adequados para o mercado nacional.

No passado, também houve contratos com outras fabricantes como a Vilma Alimentos e a Tondo S.A., mas a Barilla tem estabelecido múltiplos acordos e ajustado esses contratos ao longo do tempo. Portanto, a produção de massas com ovos Barilla no Brasil não fica apenas em uma única fábrica ou parceira, e envolve mais de um fabricante industrial sob contratos com a Barilla do Brasil para atender ao mercado local.