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livro logo savvy - estrategias de naming nomeando marcas

Esse texto introdutório ao livro Logo Savvy foi publicado pelos autores Perry Chua e Dann Hide, especialistas em marketing, naming, branding e diretores de criação da Agência WOW Branding:

Já se perguntou como algumas das principais empresas de identidade de marca do mundo criam nomes e desenvolvem a identidade para seus clientes? Se você é tão curioso quanto nós éramos, encontrará neste livro um recurso extraordinário. Toda marca tem uma história e encontramos as abordagens mais únicas do mundo para dar vida a essas histórias.

O livro Logo Savvy está repleto de mais de 300 exemplos de trinta e duas empresas representando dez países e seis continentes (não, não há contribuições da Antártica). Organizamos os exemplos pelas sete categorias de naming que utilizamos na agência WOW Branding. Não estamos dizendo que essas categorias sejam necessariamente as utilizadas pelas empresas participantes, nem que nossos métodos sejam um padrão universal. A verdade é que não existe escola para naming — da última vez que verificamos, nem mesmo era possível obter um diploma em naming — mas todos parecem ter uma opinião sobre o assunto. A única maneira de realmente testar se um nome é bom é observá-lo ao longo de anos, talvez décadas. Como nenhum de nós pode esperar tanto tempo, aprender com aqueles que vivem da criação de nomes de marcas parece ser a melhor alternativa.

Ao longo dos anos, desenvolvemos diversas ferramentas e técnicas que nos auxiliam no processo de naming e agora, pela primeira vez, vamos compartilhá-las com você. Você encontrará dicas para as três fases do naming: Estratégica, Criativa e Legal. Estamos inclusive incluindo as planilhas reais que usamos em todos os projetos de naming que realizamos.

Se você já arrancou os cabelos tentando encontrar o nome perfeito — e quem nunca? — esperamos sinceramente que as informações apresentadas aqui ajudem a aliviar parte da frustração em seu próximo projeto. Uma coisa sabemos com certeza: quando um processo confiável é combinado com uma equipe talentosa, a mágica tende a acontecer.

Os clientes parecem se sentir confortáveis ao saber que existe um processo comprovado. Não há nada mais assustador para um cliente do que acreditar que somos apenas um grupo de criativos esperando pela próxima alucinação inspiradora — embora isso também possa acontecer. Você conquistará muita confiança dos seus clientes ao acertar a parte estratégica do projeto de naming — especialmente quando se trata de identificar e estabelecer um posicionamento de marca sólido e bem articulado.

A maioria dos clientes tende naturalmente a preferir nomes descritivos porque parecem lógicos. Infelizmente — ou felizmente, dependendo do seu ponto de vista — nomes descritivos geralmente são impossíveis de registrar como marca. Os melhores nomes tendem a refletir a personalidade de uma empresa — baseando-se mais no quem, como e por que do negócio do que no o que e onde. As descrições devem ser reservadas para slogans e linhas de posicionamento. Nossa Planilha de Avaliação de Nomes ajudará você e seu cliente a avaliar as principais opções de nome considerando seus diversos atributos.

Gostaríamos de estender nossa gratidão a todas as empresas que nos enviaram projetos para consideração. No total, analisamos mais de 500 inscrições, todas merecedoras de inclusão. Ao final — de um processo longo e doloroso — selecionamos os projetos que apresentaram a maior variedade de pensamento, abordagem e estilo.

Boa sorte e um bom processo em seu próximo projeto de naming.

Branding não é marketing

Muitas pessoas presumem que branding é algo que fica em algum lugar entre a equipe criativa e o departamento de marketing. Nossa visão na WOW é que branding é, na verdade, uma iniciativa em nível de CEO que direciona toda a organização. De fato, da nossa perspectiva, branding tem muito pouco a ver com o departamento de marketing.

Existe uma fórmula simples que usamos para explicar branding:

Branding =
Nossa Cultura
+
Experiência do Cliente em Cada Ponto de Contato
(ou seja, Marca Sempre Ativa)

grafico caracteristica fator wow impacto da marca

O Gas Factor é um conceito criado pela WOW Branding dentro do modelo estratégico chamado Zona Wow.

GAS é a sigla em inglês para: Get Attention & Sustain - Em tradução conceitual: Gerar atenção e sustentar o interesse.

No diagrama acima, o Gas Factor aparece no eixo horizontal e mede o nível de apelo emocional e desejo que um atributo da marca gera no mercado. Ele representa o quanto determinada característica:

  • chama a atenção
  • desperta interesse imediato
  • cria desejo real
  • mantém relevância ao longo do tempo

No próprio gráfico, ele é descrito como Benefício multiplicado por Desejo.

Em termos práticos:

Um atributo com Gas Factor baixo:

  • é racional demais
  • é comum na categoria
  • não gera entusiasmo
  • não cria diferenciação emocional

Um atributo com Gas Factor alto:

  • é empolgante
  • cria conversa
  • gera conexão emocional
  • tem potencial de viralização ou forte memorização

O Gas Factor sozinho não é suficiente. No modelo Zona Wow, ele cruza com o eixo vertical Único no Mercado. A verdadeira Zona Wow acontece quando algo é:

  • Altamente desejável (alto Gas Factor)
  • Sustentavelmente único no mercado
Se algo gera desejo mas não é único, é apenas marketing comum. E se é único mas não gera desejo, não cria tração.

A interseção dos dois é onde nasce o diferencial estratégico real. Em resumo técnico: Gas Factor = intensidade do apelo emocional + força do benefício percebido + capacidade de sustentar atenção no mercado.


Uma pergunta comum que recebemos de clientes em potencial é: “Como fazemos para divulgar a mensagem?” Nossa pergunta de volta para eles é: “Então, qual é a mensagem?” Qual é exatamente a promessa de marca convincente, autêntica e diferenciadora que você quer divulgar? Ainda não encontramos um cliente que consiga responder a essa pergunta com total convicção. A boa notícia é que temos um processo para extrair e revelar essa e outras informações-chave — informações que consideramos essenciais para desenvolver uma marca de sucesso.

Há quatro áreas principais que analisamos ao iniciar qualquer projeto de branding:

  1. Você sabe quem você é?
  2. Você sabe como está atualmente posicionado no mercado e/ou qual deveria ser seu posicionamento estratégico?
  3. Sua identidade de marca reflete quem você é e seu posicionamento?
  4. Como você comunicará sua marca — primeiro para seus colaboradores e depois para seus clientes?
Zona WOW versus Fator Comum

Diferentemente de um modelo tradicional de características e benefícios, a Zona WOW busca identificar um apelo essencial que motive todos os stakeholders, equilibrado com uma diferenciação sustentável. Se atualmente nada existir na Zona WOW, então nosso objetivo é encontrar uma oportunidade para criar algo pelo qual você possa se tornar reconhecido. Por outro lado, se uma ou mais características estiverem claramente posicionadas na Zona WOW, as principais mensagens de venda tornam-se muito evidentes.

Bem-vindo à Zona WOW. A Zona WOW ajuda a definir o posicionamento da sua marca demonstrando duas coisas: por que você é diferente e por que você é melhor.

As três primeiras áreas definem o núcleo da marca. Isso é frequentemente chamado de essência da marca, plataforma de marca ou simplesmente núcleo da marca. Independentemente do nome que você queira dar, essa será a base de tudo o que sua empresa se tornará.

A quarta área se divide em duas partes: operações e marketing. A forma como sua marca é comunicada internamente é tão importante quanto a forma como será comunicada aos seus clientes. Em última análise, cada aspecto operacional da empresa deve estar intimamente e claramente ligado ao núcleo da marca — contratação, contabilidade, expedição, desenvolvimento de negócios etc. Não há nada mais trágico para uma empresa do que quando seus colaboradores internos não têm ideia do que é a marca e qual é o seu papel na entrega da promessa da marca. No mínimo, defendemos que você compartilhe todos os novos produtos, anúncios, promoções e comunicados de imprensa com seus funcionários antes de qualquer outra pessoa.

Portões da Marca (brand gates)
  1. Quem é você
  2. Posicionamento
  3. Identidade
  4. Comunicação
    • Interna (Operacional)
    • Externa (Operações de Propaganda e Marketing)

Por fim, chegamos ao departamento de marketing.

Comunicar-se com o grupo de clientes-alvo torna-se muito mais fácil depois que o núcleo e a promessa da marca foram claramente definidos e a empresa se transformou em um sistema de entrega da promessa. Os profissionais de marketing podem então se concentrar na definição de suas táticas e em liberar sua criatividade com base nesse núcleo de marca.

Você sabe quem você é?

Surpreendentemente, muitos clientes não têm uma compreensão clara e bem articulada de quem são. Descobrir isso é nosso primeiro passo no processo de branding. Precisamos extrair as respostas às seguintes perguntas:

1. Quais são os valores centrais: o que é importante, quais são seus princípios, o que orientará sua existência?

2. Qual é o propósito central da organização: por que ela existe, por que é significativa? Um grande propósito central tem o poder de unir uma organização.

3. Qual é o futuro vislumbrado ou BHAG (iniciais em inglês de Big, Hairy, Audacious Goal - significa Meta Grande, Ousada e Audaciosa)? Como parte desse exercício, gostamos que os clientes completem a frase: “Um dia, vemos um mundo onde...” Trata-se de pensar grande — realmente grande — e olhar vinte a vinte e cinco anos à frente. Aqui vai um bom teste: se as pessoas reclamarem que não há absolutamente nenhuma maneira de você alcançar seu BHAG, disserem que é a coisa mais estúpida que já ouviram, ou cochicharem pelas suas costas que você comprou uma passagem só de ida para a Cidade da Loucura, então você definitivamente está no caminho certo.

4. Quais são as metas de curto, médio e longo prazo da organização: como ela será daqui a um ano, cinco anos e dez anos?

5. Qual é o modelo de negócios: como você ganha dinheiro, como medirá o desempenho econômico e o sucesso?


Depois de compreender quem você é e o que defende, o próximo passo para definir sua estratégia de marca é determinar como você está atualmente posicionado em comparação com como deveria estar posicionado. Posicionamento é basicamente entender como sua empresa se encaixa no mercado. Lembre-se, é o que o torna diferente e o que o torna melhor. Para definir isso, fazemos as seguintes perguntas:

1. Pelo que você quer ser conhecido? Qual é a sua promessa: quando as pessoas pensam em você, quais palavras ou pensamentos vêm à mente? É aqui que slogans, linhas de posicionamento e mantras são úteis — desde que não estejam cheios de exageros de marketing. Um propósito central simples e um futuro ambicioso desempenham um papel importante na definição da sua reputação.

2. Você sabe quem são seus clientes ideais? O que mais eles compram; quais são seus gostos e desgostos? Também é útil identificar o cliente que você não quer — muitas vezes isso é mais fácil do que definir seu cliente ideal. Conversamos com clientes e, sempre que possível, observamos seu comportamento para entender como pensam sobre sua categoria.

3. Quem são seus concorrentes? Quem mais seu cliente considera ao comprar na sua categoria e como você se compara à outra empresa? Existe um líder de categoria? Você parecerá pertencer à categoria ou será dramaticamente diferente?

4. Como é o processo de compra? Quais etapas exatamente seus clientes percorrem para tomar uma decisão de compra? Como você pode tornar esse processo mais fácil?

5. Por que eles deveriam comprar de você? Existem mensagens de venda claramente articuladas e verdadeiras que demonstram por que você é diferente e melhor? Todos na sua empresa conseguem explicar por que os clientes devem comprar de você? (Veja página 8, diagrama da Zona WOW.)

6. Você assumirá o risco da sua promessa? Há um ditado que usamos em nosso escritório: “Quem deve assumir o risco de uma promessa — quem faz a promessa ou quem a recebe?” Descobrimos que não há melhor maneira de prometer autenticidade do que atribuindo responsabilidade.

7. Como é a arquitetura da sua marca? Definir as relações entre a empresa, suas subsidiárias e seus produtos desde o início pode economizar tempo, dinheiro e, o mais importante, dores de cabeça.

8. Quais são seus principais e secundários pontos de contato da marca? Pontos de contato da marca são todas as possíveis interações ou experiências que alguém terá com sua marca. Gostamos de dividi-los em três categorias: pré-compra, compra e pós-compra. Cada ponto de contato importa: desde a forma como os telefones são atendidos até o design da embalagem e a facilidade de uso do seu produto.

9. Quais são suas dez palavras? Abandonamos o briefing criativo tradicional porque descobrimos que condensar nossas descobertas em dez palavras evocativas é uma maneira muito mais inteligente de traduzir uma estratégia de marca (a combinação de quem você é mais seu posicionamento) em uma identidade de marca.


Naming - quando os nomes se tornam grandiosos

Não há dúvida de que um grande nome é a pedra angular de uma grande identidade de marca. Um nome é uma alça na qual todos os atributos da marca acabarão sendo pendurados. Mais importante ainda, o nome dá à marca a oportunidade de ser memorável, distinta, apropriável e identificável. Para testar essa teoria, basta imaginar se as pessoas não tivessem nomes — todos nós seríamos reduzidos a descrições longas e cansativas e a apontar exaustivamente para identificar e compreender uns aos outros.

Muitas vezes nos perguntam: “O que torna um nome excelente?” A verdade é que essa é a pergunta errada. A pergunta certa é: “O que fazemos para tornar o nome excelente?” Pense nisso como construir uma reputação à qual o nome será associado. Você consegue se lembrar de quando ouviu falar pela primeira vez em Yahoo!, Google, Kinko’s ou Apple? Muitas pessoas inicialmente consideraram esses nomes de empresas imaturos, tolos e inadequados. Ainda assim, esses nomes prevaleceram por causa do que suas empresas colocaram por trás deles: como construíram sua identidade de marca e o que passaram a representar.

Os melhores nomes capturam a essência da organização — e, sim, existe um processo para encontrar essa essência. Abordamos o naming em três etapas distintas:

  1. Estratégica
  2. Criativa e;
  3. Legal (jurídico).

1 - Comece pela estratégia

Desenvolver e compreender a estratégia é essencial. É como criar o título de um livro — é muito mais fácil se você conhece a história. Criar a história da empresa é uma das primeiras coisas que fazemos no processo de naming. Para nós, isso significa passar tempo com os visionários — geralmente o CEO — para obter uma compreensão profunda do propósito central da organização. Muitas vezes, isso também significa definir o verdadeiro propósito central em si. Para compreender ainda melhor o negócio do cliente, realizamos então uma análise competitiva para obter uma visão completa do setor sob a perspectiva do cliente. Quanto mais fundo você cava, melhor é a história.

2 - Gerar conceitos

A parte criativa é ao mesmo tempo a parte divertida e a parte trabalhosa do processo de naming. Não é incomum gerarmos centenas de nomes para um projeto — o que pode tornar a seleção de um único nome a tarefa mais assustadora de todas. Para auxiliar esse processo, desafiamos nossa equipe a desenvolver uma história para cada nome que entra na lista final. A história geralmente é construída com base, e inspirada, nos eventos, cenários e mensagens associados ao nome. Em todos os casos, o nome que acaba vencendo é aquele com a melhor história — o nome que consegue inspirar um fluxo constante de ideias consistentes. Incluímos alguns exemplos das planilhas que usamos para ajudar a gerar nomes em diversas categorias.

3 - Certifique-se de que você pode usá-lo

A busca legal pela disponibilidade de registro de marca é a parte temida de qualquer processo de naming. Quantas vezes já nos apaixonamos perdidamente por um nome fantasia e depois descobrimos que ele já pertence a outra pessoa ou empresa? Quando nosso advogado de marcas nos traz a notícia desagradável, precisamos reavaliar nosso plano. Às vezes isso significa escolher nossa segunda opção favorita. Às vezes significa começar do zero. Apresentar nomes a um cliente sempre envolve incorporar certos elementos visuais da identidade dele para ajudar a contar as histórias por trás das opções. Nosso objetivo é fazer com que se apaixonem. Depois de apresentarmos, pedimos que suspendam qualquer julgamento até que tenham convivido com o novo nome por pelo menos três dias. Isso significa que o cliente pode “experimentar” o nome: apresentar-se usando a nova denominação, adicioná-lo à saudação telefônica, avaliar exatamente como ele os faz sentir. Ao colocá-lo em prática, o novo nome realmente ganha vida.

Nota do editor desse artigo: Esse trecho do livro foi publicado nos Estados Unidos em 2010, e naquela época o sistema de checagem online para a disponibilidade de marcas (já registradas ou disponíveis) ainda estava engatinhando por lá. Hoje essa etapa do processo é bem mais simplificada, pois o diretor de criação pode ele mesmo abrir o sistema virtual do USPTO. O registro de marcas nos Estados Unidos é realizado pelo USPTO (United States Patent and Trademark Office), o Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos, uma entidade americana que faz um trabalho parecido com o I.N.P.I. aqui no Brasil - INPI é a sigla de Instituto Nacional da Propriedade Industrial.


Exercício com a Folha de criação de naming:

folha de trabalho worksheet branding naming grafico worksheet

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Identidades fortes são autênticas


Quem é você

Antes de desenharmos um logotipo ou uma identidade corporativa, há algumas coisas que precisamos saber sobre a personalidade da marca. Definir uma personalidade é o primeiro passo para criar uma identidade de marca forte e significativa.

Para isso, analisamos aspectos como a visão e os valores da empresa e como eles se encaixam na perspectiva dos clientes e no cenário competitivo. Sua identidade de marca pode ser definida como a expressão de quem você realmente é e de como está estrategicamente posicionado no mercado. Destacamos três etapas importantes em nosso processo abrangente de naming e identidade de marca.

Wow se você fosse uma...

O exercício “WOW Se você fosse um(a)...” utiliza sinais sociais, visuais e não visuais para ajudar a definir a marca. Atribuir características de personalidade à sua marca ajudará você e seus consumidores a estabelecer referências emocionais e culturais para ela. Descobrimos que, quando nos pedimos para escolher um veículo ou uma celebridade para representar uma marca, ela começa a desenvolver uma personalidade muito específica e distinta. Meryl Streep dirigindo um Fusca conversível amarelo por estradas rurais empoeiradas no sul da França cria uma imagem vívida — um excelente ponto de partida para o processo criativo do designer.

Meryl Streep em passeio pela Provence marca branding marketing

Podemos examinar as razões pelas quais Meryl Streep foi escolhida; consolidada, madura e respeitada vêm à mente. O Fusca amarelo foi selecionado por suas qualidades excêntricas e de espírito livre; o fato de ser conversível sugere diversão. Ao combinar essas palavras descritivas, passamos a ter alguns atributos-chave da marca.

Wow espectro de atributos

Assim como o exercício anterior, o “WOW Espectro de Atributos” nos ajuda a definir alguns traços visuais e de caráter essenciais para expressar a marca. Se nos perguntarmos como a identidade deve parecer, podemos usar o Espectro de Atributos para determinar sua personalidade. Por exemplo, discutiríamos e concordaríamos se a marca é atemporal versus moderna, discreta versus agressiva, sóbria versus colorida, etc. Como queremos que a marca se apresente? Que tom queremos que ela tenha? O que queremos transmitir ao público-alvo?

grafico funil identidade da marca

Funil de identidade da marca da Wow

Quando abordamos ideias para a identidade de marca, começamos observando o panorama geral. Algumas empresas podem iniciar o projeto incorporando elementos de design em um logotipo e depois aplicando-os a todo o sistema de identidade. Preferimos abordar o processo de forma inversa — explorar ideias e conceitos em torno de paletas de cores, estilo de fotografia ou ilustração, materiais e formatos de cartões de visita, texturas de capas de brochuras, comportamento da marca, entre outros. Perguntamo-nos: como é a sensação de interagir com a marca, em cada ponto de contato? Qual é a resposta desejada quando alguém recebe um cartão de visita?

À medida que continuamos a explorar e expandir os limites do desenvolvimento conceitual, eventualmente chegamos à resposta lógica e natural sobre como o logotipo deve ser. Por exemplo, uma identidade de marca com uma paleta de cores vibrante e energética e fotografia marcante pode justificar um wordmark elegante como logotipo. Um wordmark é uma representação gráfica padronizada do nome de uma empresa ou produto que seja facilmente identificável. Afinal, um logotipo é simplesmente a pontuação de uma marca.

Antes do lápis tocar o papel

Precisamos determinar o que a equipe criativa precisa saber antes de iniciar o processo de design. Depois que os dois primeiros “portões” (definir quem você é e como está posicionado) forem concluídos com sucesso, o restante do briefing criativo praticamente se escreverá sozinho.

No portão de posicionamento, criamos algo chamado mural da marca, que essencialmente nos fornece o panorama competitivo. Queremos ver o que o cliente vê. O que ele está observando quando se depara com uma decisão? Como designers de marca, temos a capacidade de influenciar essa decisão por meio do poder de um sistema de mensagem e design bem articulado. Ao montar o mural da marca, buscamos reunir o máximo possível de informações relevantes. Desde páginas iniciais de sites até literalmente “comprar a prateleira” no supermercado, podemos analisar a categoria observando a predominância de cores, o estilo gráfico e as linhas de posicionamento.

Resistindo à tentação

Assim como o mundo havia decidido aceitar os computadores pessoais como caixas bege entediantes cuja principal função era executar tarefas mundanas, a Apple nos surpreendeu com o iMac, uma máquina revolucionária repleta de personalidade. Ele estava disponível em uma variedade de cores ousadas (ou sabores de frutas, como foram nomeados) para combinar com seu design de produto igualmente ousado. O design inovador sempre foi um valor central para a equipe da Apple, e essa diferenciação essencial é evidente em sua estratégia de posicionamento.

Branding trata de criar foco e clareza. Aprenda com a Apple: assuma riscos, vá além do que parece confortável, mas resista à tentação de tentar ser tudo para todos.

Refine a ideia, depois o trabalho

Certifique-se de expor seu briefing criativo de dez pontos — os principais atributos da sua marca — de forma visível em todas as sessões de brainstorming. Para criar o ambiente de brainstorming mais eficaz, desenvolvemos o “WOW 20/20”, em que cada pessoa é encarregada de produzir 20 ideias diferentes em 20 minutos.

projeto nome fantasia 20 minutos

Durante o processo Wow 20 minutos, os membros da equipe são incentivados a ir além de conceitos de logotipo, explorando elementos de estilo tipográfico, relação entre fotografia e cor, texturas e formas tridimensionais. Mas a verdadeira beleza desse exercício está no limite de vinte minutos. A curta duração força a mente a gerar ideias rapidamente, com pouco ou nenhum tempo para editar os pensamentos quanto à sua adequação. Também cria um ambiente sem medo de dizer algo que possa ser considerado ridículo pelos outros. Grandes ideias surgem de lugares inesperados. As melhores são construídas a partir daquele pensamento mais ousado, tão fora do comum que nem parece estar no mesmo campo — tudo porque alguém teve coragem de expressá-lo diante de todos.

Avaliando as ideias

À medida que os esboços são espalhados sobre a mesa, o grupo discute os pontos fortes e os méritos de cada conceito. O foco está sempre no potencial da ideia, e não em suas fraquezas. Nesse estágio, é importante lembrar que o objetivo do 20/20 é gerar o maior número possível de ideias. Não estamos interessados apenas nas ideias em si, mas também em onde elas podem nos levar — às vezes, um debate amigável sobre o valor de uma ideia pode ser a melhor forma de testar sua validade ou sua capacidade de se traduzir em diferentes meios.

As melhores ideias devem ser escolhidas por sua inovação, relevância e pura paixão. Mas tenha em mente que as ideias mais inovadoras podem não ser aceitas imediatamente. Se nunca foi visto ou feito antes, pode causar desconforto — o que é bom. Se sua nova identidade não o deixa nem um pouco nervoso, provavelmente não está criando a diferenciação de que você precisa.

Visão criativa é algo subjetivo. O que parece ridículo para um designer pode parecer a solução perfeita para outro. Designers devem defender incansavelmente seus conceitos, recusando alternativas, mesmo diante de fortes preocupações de outras pessoas do grupo. Acolhemos e incentivamos um ambiente onde esse tipo de interação possa ocorrer. Em última análise, é dever do visionário expressar como a melhor ideia se encaixa na linha de raciocínio e convencer os demais.

Capturando a essência

Muito tempo deve ser dedicado ao desenvolvimento da única ideia que capture a essência da marca. Podemos passar por dezenas de Wow 20 Minutos até sentirmos que reunimos ideias suficientes em tantas direções diferentes quanto possível. Ao avançarmos para a implementação da marca, esse conceito central, juntamente com o briefing criativo de dez pontos, atua como um ponto de verificação ao longo de todo o processo criativo para definir como a marca deve parecer, soar e se comportar.

Criar uma identidade de marca bem-sucedida não precisa ser complicado — mantenha o foco, divirta-se ao longo do caminho e preserve a simplicidade do processo. Crie uma promessa autêntica e convincente e certifique-se de que sua empresa esteja estruturada para cumpri-la de forma consistente.


Fonte:

Resumo criado a partir das primeiras 20 páginas do livro Logo Savvy - Nomeação de marcas, estratégia de naming e método criativo. Conteúdo do livro traduzido pelo ChatGPT 5

Sobre os autores desse livro:

Perry Chua e Dann Hide são profissionais do campo de branding, design e naming que fundaram a agência WOW Branding, uma consultoria criativa focada em desenvolvimento de nomes estratégicos, identidade de marca e direção criativa para empresas e produtos.

Perry Chua é um especialista em estratégia de marca com experiência em ajudar empresas a definir seus valores, posicionamento e comunicação. Ele trabalha com desenvolvimento de narrativas de marca e tem atuado em projetos que exigem compreensão profunda tanto da essência organizacional quanto das necessidades de mercado.

Dann Hide é diretor criativo com foco em design de identidade visual, criação de nomes e desenvolvimento conceitual. Sua experiência inclui liderar equipes criativas para traduzir estratégias de marca em elementos visuais e experiências de marca coesas.

Ambos têm antecedentes em agências de design e branding, e com a WOW Branding trabalham com um processo estruturado de naming e identidade visual que combina estratégia, criatividade e análises legais e linguísticas. Eles são frequentemente citados em livros e materiais de estudo sobre branding e naming por causa da metodologia que desenvolveram e aplicaram em diversos projetos para clientes de mercados variados.